"Era necessário que eu perdesse um pedaço de mim, o meu corpo, e por fim a minha própria vida, um sacrifício vivo para que a donzela fosse livre. E então eu percebi a fonte da minha felicidade. Sendo devorado. Sendo imolado. Enquanto sentia os últimos momentos vivo, meus olhos enxergaram aqueles outros olhos de besta. Uma compaixão me preenche. Eu chorava porque não podia salvar aquelas pobres almas, elas não entendiam o que faziam. Não havia mais resquício de ódio em meu coração. A peleja. Era o sentido. Finalmente o purgatório havia chegado ao fim. Eu fui expurgado em tudo o que eu tinha, até que sobrasse somente o pó. Aquele que é adubo para uma grandiosa árvore. A donzela fora liberta."